quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

comporto- agem

Entretanto os voadores passam pelo céu habitado pelo azul cheio de redemoinhos.. encontram-se pelados e apaixonados libertando sua alma do caos e esbarram com o espalhafatoso grunhido de fumaça negativa solta pelo seu ninho..
Asas, espirro, socorro!
Forma sem proteção, sem coração.. atacam seu ser, viver de maneira bruta.
Grotesco. Pitoresco. Louco. Mundo louco que destrói a mãe natureza.
Reforços para corrosão dos minerais feitos em pó de consumo,  apela forte para nossos fundos mais egoístas, pessimistas.
Transformando um futuro indigno para com quem está por vir, chegar, viver, odiar, morrer, sofrer.
 Enganam-se. Pedem bis reconhecendo a sentença das sombras, inferno.
Quem pede mais?
Quero mais um pouco e chega.

- chega.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

alright

Esperava um abraço forte, para confortá-la. Ele não deu. Ela se importaria se fosse a meses atrás quando sentia um vazio largo que parecia que nunca mais acabaria. A visão de estar centímetros do calor daquele corpo, já valia por milhões de abraços, não precisava mais disso.

Não sabia como agradecer tal companhia, ele o agradava de tal forma surpreendente. Bastava ver seu sorriso e a sua cabeça esvaziava rapidamente. Seu jeito de olhar era confortante, qualquer problema aquela hora não importava. Suas mãos firmes com toque delicado, basta. Queria congelar cada momento e viver com mais intensidade possível cada segundo que estava com aquele homem que fixava de "pequeno príncipe". Seu cavalheirismo e respeito podia ser comparado como de príncipes, tão significante.

Queria-lhe explicar tal importância que tinha na vida dela. Mas nenhuma explicação caberia em nenhum momento, seria como uma pedra nova. Medo de perda faz a sua omissão.

Sua confiança era maior que em qualquer outro familiar, sabia que ele nunca a faria mal algum. Suas intenções eram as melhores possíveis, ela enxergava isso. Na sua cabeça sempre teve a sensibilidade de descobrir emoções e decifrá-las, mas nunca explicá-las. Era impossível.

Os carinhos eram demasiados confortante. Seu entusiasmo por conversar de música boa era tão relaxante. Suas histórias a faziam perceber como sua companhia era especial. A cada dia ele se tornava o ator principal da sua peça.

Seu cheiro era excepcional, seu cheiro a fazia delirar tal como sangue para tubarões. Sentia fome da sonoridade de sua voz, era um remédio para seus ouvidos, seu corpo, sua dor. Seus olhos brilhavam como os olhos de uma criança chorosa. Os cabelos entrelaçavam-se nos dedos com facilidade, parecia de anjos como via em quadros, eram macios.

Cada riso a deixava mais a vontade, mais feliz.

vivale

pálpebras rápidas sentem alívios repentinos, prazeres superficiais.
idealizando os objetivos mais cretinos. GRITO

Revolta do vício, e da auto-ajuda que realmente não funciona para ela.
O prazer de se consumir pela dor, vem a tona quando seu pensamento pula da janela
Seus ideais não são mais os mesmos, os copos não são os mesmos, os passos não são os mesmos.
Mudança a cada samba, uma hora rápida, outrora lenta..
lentidão melancólica, sangue, hormônios, amém.

o tempo não espera, a paciência se esgota, os outros..
morrem. Ela não se controla, se pudesse prender todos e fizesse que ninguém se machucasse
Seu choro acorda a vizinha puta xereta. Fuck her. Sua respiração na velocidade do choque que tomou por não se prevenir do que diziam do futuro. Cuidado. As pessoas mudam, te machucam, e vão embora.

Tem o poder de sensibilidade. Bom para uns, horrível para ela.
Quer pisar em toda "bad" que chegava..

Assim, como tal clichê, acaba sem sequelas complexas.

sábado, 11 de junho de 2011

Ela chora de agonia, de tensão, de palpites desnecessários.. Acabou a liberdade? Não sente falta daquilo que a fazia bem.. nunca sentiu, era ilusão. Era apenas o acolhimento de qualquer estranho que passasse na rua.
A confusão virou a tona, os mágicos não sabia o que fazer com aquele rosto sincero, as mágicas não funcionavam mais. Pare de sentir menina, pare!
Os músculos complexa-dos se contraíram e ela parou de sentir.. o escuro tomou-a como um copo de café. Ao tardar aquele ferro velho em volta dela, sem coração, sem órgãos por dentro. A transformação não foi negativa.
Os batimentos agora eram de ansiedade, passos rítmicos, agoniza ansiedade da outra forma.

Não aguentou mais, o sentir impossibilitado de reciprocidade sempre esteve presente.
Contanto as visitas oportunas não faziam mais sentido. Ouviu-se um grito de dor.
Foi a unica coisa que se sentiu por não sentir nada.

translúcido chão

Minha caneca vazia de positivismo
visão distorcida de elementos naturais que se alinham
Um passo melado trazendo esperança
He's Dead!

Monótonos respiram a fumaça desperdiçada
Surgiu um sangramento no vidro do caos
contém vapor, sabor e fatos anteriores

'Tá tudo errado!' Grita o louco da praça
Ele está certo.

Estamos certos de que acaba o rumo e acaba o sonho
Volta-se as mesmices que transitam entre as minhocas da cabeça
Corte-me a cabeça e devolva o último cigarro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

As idéias surgem de uma poeira invisível do luar
Enfim o trago que me relaxa os músculos e me preocupa a saúde
Ficar debruçada entre a janela semi-aberta que por acaso me constrange
Pessoas que passam e eu vejo pelos meus pensamentos ilusórios problemáticos
Será apenas eu a melancólica que afeta meu desejo?

Invejar, apesar de ser o mendigo
Aqueles sonhos deveriam ser de nós
Em certa altura morrerá na sargeta, os versos também
Máscaras que impõem o meu ego que não quero ter

Ser o que penso? .. penso tantas coisas!
Essência musical dos meus versos inúteis

"Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro."