segunda-feira, 29 de agosto de 2011

alright

Esperava um abraço forte, para confortá-la. Ele não deu. Ela se importaria se fosse a meses atrás quando sentia um vazio largo que parecia que nunca mais acabaria. A visão de estar centímetros do calor daquele corpo, já valia por milhões de abraços, não precisava mais disso.

Não sabia como agradecer tal companhia, ele o agradava de tal forma surpreendente. Bastava ver seu sorriso e a sua cabeça esvaziava rapidamente. Seu jeito de olhar era confortante, qualquer problema aquela hora não importava. Suas mãos firmes com toque delicado, basta. Queria congelar cada momento e viver com mais intensidade possível cada segundo que estava com aquele homem que fixava de "pequeno príncipe". Seu cavalheirismo e respeito podia ser comparado como de príncipes, tão significante.

Queria-lhe explicar tal importância que tinha na vida dela. Mas nenhuma explicação caberia em nenhum momento, seria como uma pedra nova. Medo de perda faz a sua omissão.

Sua confiança era maior que em qualquer outro familiar, sabia que ele nunca a faria mal algum. Suas intenções eram as melhores possíveis, ela enxergava isso. Na sua cabeça sempre teve a sensibilidade de descobrir emoções e decifrá-las, mas nunca explicá-las. Era impossível.

Os carinhos eram demasiados confortante. Seu entusiasmo por conversar de música boa era tão relaxante. Suas histórias a faziam perceber como sua companhia era especial. A cada dia ele se tornava o ator principal da sua peça.

Seu cheiro era excepcional, seu cheiro a fazia delirar tal como sangue para tubarões. Sentia fome da sonoridade de sua voz, era um remédio para seus ouvidos, seu corpo, sua dor. Seus olhos brilhavam como os olhos de uma criança chorosa. Os cabelos entrelaçavam-se nos dedos com facilidade, parecia de anjos como via em quadros, eram macios.

Cada riso a deixava mais a vontade, mais feliz.

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